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Descubra qual a causa de seus "quilinhos a mais" |
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Prof.Elias Cima - Psicologo Naturalista
Departamento de pesquisas da Fundação Cima´s
Descubra qual a causa dos seus ´quilinhos a mais´
Nas últimas décadas, a população do Brasil e do mundo está ficando mais pesada. Segundo recente pesquisa da Universidade de Brasília (UNB), cerca de 30% dos brasileiros sofrem com sobrepeso e obesidade. A OMS (Organização Mundial da Saúde) a nomeou como a doença do século XXI. Muitos estudos científicos já comprovaram que a obesidade pode ser o resultado de um problema médico, de ordem genética, emocional, algum tipo de dissabor, sedentarismo, entre outros. Muitas vezes, contudo, ganhamos peso sem motivo aparente. Por que isso acontece?
Há algumas situações no nosso dia-a-dia que nos fazem engordar, apesar de não percebermos. Na atual sociedade, altamente capitalista e dinâmica, é muito comum o ser humano ficar mais tempo fora de casa, geralmente está no seu local de trabalho ou em lugares públicos para tratar de negócios, como restaurantes, bares, cafeterias, entre outros pontos de encontro, além do tradicional happy hour, no final do expediente.
Uma vez inseridas nesta rotina, as pessoas ganham alguns quilinhos a mais, pois os mais variados assuntos são tratados à beira de uma mesa. O alimento, portanto, virou também, além de um item relevante para a sobrevivência, um instrumento de "encontro", ou seja, muitas vezes não conseguimos conversar sem mastigar ou tomar alguma coisa ao mesmo tempo. A comida, com isso, deixou de ser um momento especial e sagrado, podendo ser consumida a qualquer hora e local.
A psicoterapeuta e diretora do Instituto de Psicoterapia Avançada AMO, Maura de Albanesi, faz uma análise do assunto. Ela afirma que o momento dedicado à alimentação deve ser exclusivo. Porém, muita gente, quando come e trata de negócios ou se reúne com amigos ao mesmo tempo, dá mais importância ao assunto discutido, a ponto de não perceber os sinais de saciedade do corpo, ingerindo, desta forma, mais do que o necessário.
"A refeição, de fato, vai perder a sua importância e função diante da energia dos participantes da mesa e da tensão do assunto que está sendo discutido. A pessoa vai consumir o alimento sem apreciar o seu sabor, cor, tamanho e quantidade. Além de tudo, a comida causa satisfação e prazer, amenizando, assim, qualquer ansiedade e aborrecimento que o assunto pode causar", diz Maura.
Há de se levar em conta também, que muitas pessoas engordam porque, indiretamente, são influenciadas pela família. Em uma casa, por exemplo, onde todos são gordinhos, os indivíduos podem comer compulsivamente por influência uns dos outros, pois há uma troca de energia entre eles, o que incentiva o desejo comum. Já outras pessoas encontram na comida uma forma de companhia, isto é, buscam dentro da geladeira alguma coisa que preencha o vazio que sentem no seu íntimo, causando o aumento de peso desnecessário.
"Quando alguém chega ao ponto de comer para encontrar companhia, é porque os seus comandos mentais estão indisciplinados e enfraquecidos. Portanto, a pessoa precisa tratar imediatamente a emoção, corpo e mente", diz a psicoterapeuta.
Tratamento
A psicoterapeuta afirma que todos os caminhos são importantes para controlar o aumento de peso, principalmente a reeducação alimentar, que deve ser acompanhada por um profissional, e a prática de atividades físicas, que é essencial para manter o corpo saudável. Entretanto, para que essas iniciativas não "caiam por terra" é fundamental cuidar do equilíbrio energético do corpo e da mente: fazer ioga, meditação, relaxamento, massagem, acupuntura, entre outras técnicas, ajudam a controlar o lado emocional. Vale até mesmo tentar a psicoterapia regressiva, que possibilita a pessoa entrar em contato com conteúdos mais profundos do inconsciente relacionados a dificuldades de emagrecer. Os tratamentos convencionais buscam resolver o problema do paciente por meio de reflexão, muita conversa, leituras e medicação; mas há trabalhos diferenciados.
"Não basta fazer dietas milagrosas. A pessoa precisa conhecer e respeitar melhor o seu corpo e os alimentos. Eles existem para nos sevir, mas não podem ser ingeridos de qualquer jeito. Se for preciso, vou até um restaurante com a pessoa para observar a maneira que ela come. Não vou avaliar se o que ela ingere é saudável, mas o tipo de conversa durante a refeição pode ser decisivo na hora de escolher o cardápio e a quantidade. Se o assunto que vamos tratar pode gerar aborrecimentos, com certeza o seu prato vai ser mais rico em calorias", finaliza a psicoterapeuta.
Maura de Albanesi - é psicoterapeuta e diretora do Instituto de Psicologia Avançada AMO
Bocejo contagia por ativar área do cérebro.
O ato de bocejar está associado à habilidade das pessoas de demonstrarem empatia entre elas e por isso seria contagioso, diz uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Birkbeck, em Londres.
A pesquisa foi realizada com 24 crianças portadoras de transtornos autistas e outras 25 que não apresentavam o quadro clínico. Os pesquisadores observaram que crianças com autismo bocejaram menos do que as outras ao assistirem vídeos em que adultos aparecem bocejando.
Segundo os especialistas, isso aconteceria porque o bocejo "contagioso" e a empatia entre as pessoas têm mecanismos neurológicos semelhantes, e o autismo é uma desordem que afeta seriamente a interação social e o desenvolvimento da habilidade de comunicação dos indivíduos.
Quando bocejamos, despertamos no outro estímulos que vão direta e inconscientemente a área do cérebro responsável pela empatia e afinidade, o que explica tais resultados.
Se o bocejo é relacionado à capacidade de transmitir empatia, então é possível que os indivíduos com autismo, cuja demonstração de empatia é prejudicada pelo problema, demonstrem os sintomas da doença ao não se contagiarem pelo bocejar dos outros.
Alguns especialistas sustentaram a ideia de que o bocejo contagioso funciona como um simples reflexo, porém, para os pesquisadores, os resultados da pesquisa confirma as previsões da teoria da empatia ao revelar que indivíduos com desenvolvimento atípico do relacionamento com os outros não se contagiam pelo bocejo das outras pessoas.
A Fundação Cima's não tem fins lucrativos e mantém um serviço de consultas gratuitas por e-mail: prof@cimas.com.br
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