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A DOENÇA DO BEIJO...

 

Prof.Elias Cima - Psicologo,

com formação em psicologia naturalista

Departamento de pesquisas da Fundação Cima´s

A DOENÇA DO BEIJO...

O vírus Epstein-Barr pertence à grande família dos herpesvírus (que inclui também os dois vírus que causam a Herpes propriamente dita). O seu genoma é de DNA bicatenar (dupla hélice), e multiplica-se no núcleo da célula-hóspede. 

Epidemiologia

O vírus é transmissível pela saliva e troca de outras secreções, principalmente pelo beijo. As populações afectadas dividem-se em dois grupos. As crianças pequenas são frequentemente infectadas pelos pais ou pelas outras crianças, já que têm pouco pudor em lamber objectos lambidos pelas outras crianças; os adolescentes são infectados quando beijam as namoradas ou namorados. As crianças pequenas geralmente não têm sintomas.

Quase 90% dos adultos são soropositivos (ou seja têm anticorpos específicos) para este vírus. Isto significa que em quase todos os adultos, um dos episódios de "gripe" que tiveram nas suas infâncias ou adolescências foi, certamente, antes mononucleose infecciosa.

Progressão e sintomas

A infecção inicial é pela saliva alheia, pode  ocorrer uma ou mais vezes no mesmo individuo o aparecimento da doença e consequentemente dos sintomas que só aparecem entre 4 e 8 semanas após contraida a doença, o vírus pode ser contraido continuamente até que o indivíduo crie anticorpus contra este. Infecta inicialmente as células da mucosa da faringe, e depois invade os linfócitos B do tecido linfático adjacente, onde continua a multiplicar-se. A sua multiplicação é detectada pelo sistema imunitário que secreta citocinas defensivas que causam febre alta (39-40 °C), mal estar, fadiga, dores de garganta, (faringite) e por vezes hepatite moderada, aumento dos gânglios linfáticos do pescoço. A infecção é controlada ao fim de alguns dias, mas o vírus frequentemente permanece por toda a vida do individuo escondido de forma latente em alguns dos linfócitos B originalmente infectados. Estes linfócitos multiplicam-se mais rapidamente e autodestroem-se menos frequentemente, devido a proteínas pró-crescimento e anti-apoptose produzidas do genoma viral. O resultado é a característica linfocitose (aumento do numero de linfócitos) facilmente detectada nos episódios agudos da doença.

A doença em crianças é geralmente subclínica, mas em adultos pode raramente levar a meningoencefalite com disfunção neurológica ou comportamental, obstrução laringeal por edema e asfixia ou ruptura do baço, com casos raros resultando em morte. Algumas pessoas podem ter doença crónica periodicamente sintomática (distinta dos portadores sempre assintomáticos mas com pequeno risco de cancro). Esta caracteriza-se por fadiga, mal-estar, dores de cabeça, febre de 38 °C (por vezes menos), e dores de garganta leves, podendo cursar durante longos períodos.

Em África, a presença concomitante de malária crónica complica a situação, pois esta doença estimula a multiplicação dos linfócitos B, o que junto com o estímulo do vírus, pode ser suficiente para que alguns linfócitos entrem em multiplicação descontrolada, originando um linfoma de Burkitt (uma forma de cancro (tumor).

Na China e outros países dessa região, o carcinoma nasofaringeal devido ao Epstein-Barr é muito mais frequente por razões desconhecidas.

Nos doentes com síndrome da imuno-deficiência adquirida, as complicações oncológicas são muito mais frequentes, e surge caracteristicamente uma mancha branca aveludada na boca, denominada leucoplaquia pilosa

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito SOB OBSERVAÇÃO MÉDICA, por detecção sorológica de anticorpos específicos, contra as proteínas do capsídeo (que continuam a existir por toda a vida) ou contra determinados antígenos do vírus que só existem na fase aguda.

Não ha cura, mas o indivíduo com novos contágios tem sintomas diminuidos e se torna auto-imune.

 

A Fundação Cima's não tem fins lucrativos e mantém um serviço de consultas gratuitas por e-mail: prof@cimas.com.br

Home Page: www.cimas.com.br

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