Prof.Elias Cima - Psicologo, com formação em psicologia naturalista
Departamento de pesquisas da Fundação Cima´s
Quem sou eu?
Sou a somatória das informações que passam para o meu cérebro através dos cinco sentidos.
Se hipoteticamente um ser humano nascesse sem os cinco sentidos e conseguisse viver 20 anos...Após vinte anos quem ele seria? Nada, ninguém, pois seu cérebro não teria recebido qualquer informação que formasse sua personalidade.
Isso permite que nós possamos, seguindo a trajetória inversa ficarmos dentro de nós mesmos onde encontramos nossa personalidade, nossa fé, nossa força interior e através desta vivência alcançarmos os milagres, a cura, o equilíbrio.
O caminho inverso...
Se tudo que sou, é a somatória das informações que chegaram ao meu interior através dos sentidos, se eu conseguir desligar os sentidos então estarei diante de meu eu, de minha força e de todo meu poder mental..
Como desligar os sentidos?
Visão – Olfato – Audição – Paladar...
Estes sentidos são desligados facilmente seguindo regras básicas, para a visão basta fechar os olhos, para o olfato buscar um ambiente isento de odores, para a audição, se não for possível um ambiente silencioso, usar a audição seletiva, através da concentração, paladar basta estar saciado equilibradamente de alimentos e àgua.
O sentido do tato...
Este é o sentido mais difícil pois ele chama pelo movimento até durante o sono profundo. Mas existe uma técnica para se desligar o tato. Sabendo-se que um músculo tem um estado de equilíbrio intermediário (relaxamento ) entre contração e estiramento, para entrar em um estado ideal para desligar o tato, deve-se colocar todos os músculos do corpo em estado de relaxamento.
Posição: Decúbito dorsal
BRAÇOS: deitado em decúbito dorsal, colocar um travesseiro de espessura media, embaixo de cada braço que estão com media curvatura nos cotovelos. Os cotovelos devem estar ligeiramente afastados do tronco, e apoiados sobre o travesseiro, enquanto os dedos das mãos também com média curvatura, quase encostam as pontas dos indicadores e dos polegares no tronco.
PERNAS: Sempre em decúbito dorsal, colocar um travesseiro longo ou um travesseiro normal embaixo de cada joelho de modo que eles façam uma curvatura media para o alto e fiquem afastados, alcançando a mesma distancia da largura do tronco de modo obliquo. Os calcanhares devem estar juntos e as pontas do pés separadas.
CABEÇA: Para completar deve-se passar um travesseiro fino embaixo do pescoço para um apoio confortável puxando as pontas do travesseiro sobre os ombros. Finalmente manter os lábios juntos e os dentes separados...
Esta posição é muito confortável e mantêm todos os músculos sobre os quais queremos atuar, em meia flexão. Se por um lado a posição é muito confortável, por outro o tempo vai tornar a mesma posição, quase insuportável, mas este será o limite para entrar-se no que chamo estado letárgico, onde os sentidos estarão desligados, onde poderemos viajar com a velocidade do pensamento, sentir a leveza do espaço onde flutuamos, ausência de fome, sede, dor, calor, frio e todas demais sensações que os sentidos nos submetem.
As dificuldades...
Serão precisos apenas quinze minutos para se entrar no estado letárgico, mas, durante estes quinze minutos, não poderemos mexer nem as pálpebras superiores, nem deglutir saliva ou seja devemos estar absolutamente imóveis. Nos primeiros cinco minutos o tempo corre fácil e o conforto e bastante suportável, mas em seguida começamos a sentir coceiras e uma vontade de fazer movimento que começa a incomodar.
Nos cinco minutos seguintes, o sentido do tato começa a chamar pelo seu domínio. Ele cobra presença do movimento e provoca estímulos que parecem fantasias como, aranhas andando sobre a pele, picadas que provocam coceiras e isto irá aumentando até que quando parece ser praticamente impossível suportar a tortura, sem se mexer, eis que o sentido do tato, sentindo-se ignorado e sem finalidade, desliga-se.
Efeitos...
Neste estado letárgico, estamos diante das nossas verdades, do que acreditamos, do que realmente somos e do que podemos. Podemos invocar nossa fé e não apenas desejar... Mas querer... A nossa força mental se multiplica e alcançamos o que queremos com muito menos esforço, pois fazemos com que as energias que nos rodeiam se unam as nossas energias internas e trabalhem a nosso favor.
O efeito mais notável fisicamente, se dá quando voltamos, pois apenas trinta minutos nesta posição, equivalem a oito horas de sono.
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