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Mar­ca­do­res si­na­li­zam en­ve­lhe­ci­men­to. Coma menos para viver mais

Prof.Elias Cima - Psicologo, com formação em psicologia naturalista

Departamento de pesquisas da Fundação Cima´s

 

 

Mar­ca­do­res si­na­li­zam en­ve­lhe­ci­men­to. Coma menos para viver mais

 
Co­ma me­nos pa­ra vi­ver ­mais

Quer viver mais? Coma menos. É simples assim. O conceito, fruto de dezenas de pesquisas, já foi incorporado às terapias antienvelhecimento, mas na forma de extratos naturais que simulam os efeitos da restrição calórica no organismo. O próximo passo da indústria, agora, é chegar a uma pílula, para que as pessoas tenham os benefícios da restrição, sem deixar de comer.

O médico ortomolecular Tsutomu Higashi, de Londrina, afirma que o conceito não é novo - ´´há 2 mil anos a medicina chinesa já falava disso, para não comer até o estômago ficar cheio´´. Hoje, pesquisas mostram o que acontece, de fato, no corpo diminuindo a ingestão de comida.

Um dos estudos, cita ele, feito na Universidade de Wisconsin (EUA), mostra o efeito em macacos depois de dez anos de restrição alimentar. Em um dos grupos da pesquisa, encerrada em 2009, a alimentação foi reduzida em 40%, e, no outro, foi livre. Nos dois, não houve preocupação com qualidade.

´´Naqueles que não tiveram restrição, todos ficaram diabéticos, apresentaram algum tipo de doença degenerativa severa e 50% morreu. No grupo que teve a restrição, não houve nenhum caso de diabetes, 30% apresentou doenças degenerativas e 20% morreu´´, aponta Higashi. ´´A conclusão é que comendo pouco, a longevidade é maior, e dá para extrapolar isso para os humanos´´, afirma o endocrinologista Leonardo Higashi.

Outra linha de pesquisa, contam os médicos, descobriu um gene e uma enzima do organismo ativados pela restrição calórica. ´´A restrição mobiliza o gene Sirt 1 e uma enzima chamada acetilase, que atua no ciclo da célula, fazendo com que não haja muita apoptose, morte celular. Além disso, equilibra o sistema imunológico, o metabolismo de insulina e açúcar e a parte inflamatória´´, explica Higashi. Toda essa mudança causada pela restrição foi chamada de hormesis.

Mas, mesmo com benefícios, quem quer reduzir em 40% a alimentação? Foi com a premissa de que as pessoas não estão interessadas em diminuir a quantidade de alimentos que o pesquisador americano David Sinclair foi atrás de moléculas que bioquimicamente poderiam ter o mesmo efeito. E descobriu. Segundos os Higashi, 15 moléculas mimetizadoras da restrição calórica, todas provenientes de plantas, já foram descritas. As mais comuns são o resveratrol, presente na uva, o extrato de chá preto, o mirtilo ou blueberry e a quercetina, presente na maçã.

Todos esses extratos - afinal, não adianta comer quilos e quilos de maçã - já são usados na medicina ortomolecular como mais uma forma de abordagem do tratamento antienvelhecimento ou ´anti-aging´. Mas é preciso lembrar que não há milagres: ´´nada tem mais benefício que uma alimentação saudável aliada à atividade física´´, diz Leonardo. E, mesmo com a indústria investindo para criar uma pílula que ofereça os mesmos benefícios da restrição calórica, sempre resta a opção - por que não? - de comer menos.

A Fundação Cima's não tem fins lucrativos e mantém um serviço de consultas gratuitas por e-mail: prof@cimas.com.br

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